Enjôos...

Um destes domigos solarengos ia eu a conduzir descansadamente a viatura em que seguia com a minha familia quando a minha irmã se queixa da minha condução porque estava a ficar enjoada.
Ora foi neste momento que a minha cabeça começou a divagar.
É do senso commum que é costume, nas estradas mais sinuosas ou com as conduções mais desconfortáveis, os passageiros de uma viatura enjoarem. Normalmente isto acontece porque os passageiros não vão a dar atenção à estrada e vão distraidos com outra coisa, e por esta mesma razão o condutor não enjoa. Embora isto seja normalmente assim posso testemunhar por experiência própria que, quando a condução é mesmo muito agressiva, até o condutor enjoa.
Ora, esta consequência do nosso sistema de equilibrio pode ser verificada analogamente na globalidade da nossa vida.
Muitas vezes em determinados momentos da nossa vida o nosso sistema de equilibrio de vida dá sinais e faz-nos sentir mal, "enjoados", neste caso não na barriga mas normalmente na cabeça: "stress", "depressões", "desilusão", "insegurança", etc..
Usando a analogia referida isto pode ser causado por duas razões:
1- Não estamos atentos à condução da nossa vida. Esta razão pode ter várias vertentes. A mais comum é a nossa vida estar a ser conduzida por outros: pela sociedade, pela religião, pelo grupo de amigos... neste caso nós vamos no banco do lado ou até mesmo no de trás e, inevitavelmente, como não assumimos o posto de condução acabamos por não prestar a atenção necessária, ou vice-versa, e assim acabamos por, nos momentos criticos, sofrer grandes enjôos. A menos comum é nos assurmimos o posto de condução mas irmos distraídos, neste caso em vez de enjôos o mais certo é de nos acontecer são grandes "desastres".
2- Estamos conduzir a vida com demasiada agressividade. Velocidade a mais, curvas muito bruscas, são atitudes que nos podem provocar enjôos mesmo assumindo nós o posto de condução e estando com toda a atenção possivél.
Por isto as minhas recomendações são: assumam o posto de condução, prestem muita atenção à estrada, conduzam a vida com calma e serenidade e... façam uma boa viagem.
Esta é a única forma de assegurar que não há enjõos nem desastres na nossa vida!
(ah! e já que pus uma foto tão xira, não nos esqueçamos que uma "criança" ao volante é muito perigoso)

3 Comments:
LINDO! lol só mesmo tu para tal analogia, está mesmo fantástica... Muito bem pensado. Quanto à criança vai dizer isso ao puto de 4 anos que conduziu o carro nos EUA...
Vamos lá saltar para o lugar do condutor... mas vamos com preserverança.
ESPECTACULAR!!!!
Só mesmo tu..
É engraçado como esperamos tanto tempo pelos 18 anos, a idade da "emancipação", tirar a carta, poder votar, entrar pra faculdade... "adult stuff". mas, e eu falo por mim, de tanto pensar em atingir as coisas acabamos por não tomar consciencia se estamos realmente preparados para elas. e por causa disso às vezes acontece tomarmos as redeas de uma situação que não estamos preparados para dirigir... a tal criança ao volante. o curioso é que mesmo sabendo que não é altura por vezes teimamos em ficar, achando que podemos crescer a conduzir. quer dizer, n é que não possamos; o problema é que o tempo que deviamos ter ficado a observar atentamente a estrada, para tomarmos consciencia dos perigos, não existiu, e por isso é tanto mais inconsciente e, consequentemente, mais perigosa a nossa condução. Lá está: é preciso, em algumas alturas da vida, saber abdicar de algumas coisas, para ganhar a maturidade que nos permitirá empreendê-las mais tarde.
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